quinta-feira, março 27, 2008


Filmes da minha vida...0.5


American Beauty, 1999
Sam Mendes


American Beauty é um filme que nos conta a história de duas típicas famílias americanas. Lester ( Kevin Spacey) e Caroline ( Anette Bening) são um casal da classe média que aparentemente vivem numa harmonia perfeita, casa perfeita, família perfeita, vizinhos perfeitos, mas Lester na realidade está a mergulhar numa depressão profunda.

Tudo se modifica quando Lester se vê envolvido com uma amiga da filha, esta por sua vez começa um envolvimento com o filho dos vizinhos, Ricky (Wes Bentley).

Todo o filme retrata uma aparente paz podre existente nestas duas famílias que se vai revelar mais tarde destruída por drogas, sexo e aparências falsas.

Um filme muito bom onde algumas imagens valem sem duvida o filme, pela qualidade da banda sonora assim como pelos enquadramentos surreais e enigmáticos.

terça-feira, março 25, 2008

Dia Mundial do Teatro
Esta Terça Quarta e Quinta feira no Porto


segunda-feira, março 24, 2008


The Classics...3.3


A CÂMARA MUNICIPAL de SAYNATSALO na Finlândia é mais um dos edifícios emblemáticos do mestre Finlandês ALVAR AALTO.O edifício de 1952 é um edifício camarário muito diferente do que estamos habituados, por ser um edifício onde aalto fez questão da ligação entre público e autoridade governamental.


O edifício é composto por uma biblioteca pública em confronto com a rua, gabinetes do executivo e administração,distribuidos atrás de uma galeria envidraçada que dá para um pátio relvado, uma sala de audiências que funciona como torre do edificio e 2 quartos para visitantes com respectivas comodidades de apoio. A escala do edifício é de uma escala micro-monumental desdramatizada pelo uso do tijolo e pelas variações de patamares exteriores assim como as caixilharias em madeira.


Todo o trabalho de pormenor é impressionante neste edifício,tanto nas delicadas caixilharias em madeira como na cuidada organização do edifício, a ligação com o público faz-se com dois acessos, um por patamares relvados e outro por um acesso em escadas mais formais em granito.


Quem conhecer a obra de Siza, ou até alguns movimentos da Escola do Porto vê aqui muitas influências neste pequeno e discreto edifício camarário de uma cidade perdida no Norte da Finlândia.

quinta-feira, março 13, 2008


As maravilhas côr de rosa...0.4


Não podia deixar de falar nas maravilhosas arquitecturas de interiores se as quisermos assim chamar do novo arrábida shopping. Apesar de já umas vez ter falado neste espaço, de não me querer repetir nestas maravilhas do nosso pais, as vezes que frequento o espaço, muitas delas para ir ao cinema obriga-me a contemplar esta maravilhosa decoração que lhe estão a fazer.

A arquitectura de interiores pode ser um bom exercício de arquitectura, vejamos exemplos já mostrados aqui neste blog como a livraria almedina,a arquitectura de interiores muitas vezes não passa de uma cosmética, um make up aos espaços em tosco que a arquitectura deixa. No caso dos shoppings a arquitectura do espaço das lojas e dos espaços adjacentes ou de circulação, sendo estes ultimos contemplados já pela arquitectura.

Neste caso trata-se de um lifting de imagem deste centro comercial. Eu diria mais que se trata de uma decoração. Desconheço o autor de tais intervenções mas apenas constato que se trata de uma pessoa com um gosto muito duvidoso. O edifício em si tinha uma certa escala monumental nos seus interiores, a paleta de materiais iniciais até era sóbria para um centro comercial, abusava das pedras calcárias e afins mas a ideia era de uma grande rua interior, actualmente essa faceta de rua interior que para mim era uma vantagem do espaço arrábida shopping está a ser mascarada com as mais diversas decorações.

Encontramos num mesmo espaço,tapetes grossos e de difícil locomoção de cores e padrões discutíveis, zonas de estar com cadeiras de design ainda mais discutível rodeadas de candeeiros em forma de tubo, zonas de paredes revestidas com materias brilhantes, opacos e em contraplacados de diferentes madeiras,colunas revestidas com cores que variam do lilás ao amarelo, desenhos geométricos no chão em mármores de cores diversas a imitar o padrão dos tapetes...enfim uma variedade enorme de estilos num único espaço.

Nada tenho contra o pós modernismo na arquitectura, mas parece-me que quando este já teve a sua época, maquilhar um espaço como o fizerem com o arrábida shopping foi estragar o que restava de qualidade do espaço interior daquele local, tornaram o espaço provinciano, pseudo- luxuoso e pretensioso.

terça-feira, março 11, 2008

Circuito

Circuito uma iniciativa a louvar no Porto, por um grupo de estudantes universitários que divulgam de março a maio um conjunto de clássicos do cinema.

mais informações em :

dar pérolas a porcos...3.8


A LIVRARIA ALMEDINA dos irmãos AIRES MATEUS, é sem dúvida um bom exemplo de como fazer boa arquitectura dentro de uma banal loja de shopping.

Os irmãos Aires Mateus já nos habituaram a uma pesquisa em torno do positivo/negativo, do cheio/vazio, da exploração dos espaços de transição entre estas duas realidades e ai construir os espaços das suas arquitecturas.

Na livraria Almedina no Porto, localizada no Arrábida Shopping, a exploração de formas irregulares mas reconhecíveis de todos nós como se fossem meros objectos esculturais, cria uma sensação de intimidade nos espaços de exposição de livros e de espaço público na transição destes espaços. O branco e o preto são usados não perfeição para demonstrar estas diferenças. Um exercício de arquitectura muito interessante num espaço muito desinteressante...parece que à pérolas que se encontram no meio de porcos...

sexta-feira, março 07, 2008


Design Classics....0.5


MIES VAN DER ROHE destacou-se por as suas criações em aço modular que foram uma verdadeira revolução, pois vieram a permitir a fabricação de mobiliário extremamente leve e adaptável a esquemas de produção industrial. Foi nesta fase que surgiu a famosa cadeira Barcelona, apresentada no Pavilhão da Alemanha na Exposição Universal de 1929 e também a cadeira BRNO TUBULAR ou MR245,desenhada para a Sala de Jantar da casa Tugendhat.

Tal como aconteceu com as suas obras arquitetônicas, a elegância largamente reconhecida do mobiliário de Mies Van Der Rohe foi produto não só da preocupação em utilizar materiais inovadores e exclusivos, como também da especial atenção para com as proporções e o detalhe.