segunda-feira, janeiro 31, 2011

Uma casa Portuguesa...4.2







A VILLA ALCINA, ou casa de férias em caminha do arquitecto SÉRGIO FERNANDEZ, de 1971,representa uma realização muito feliz do programa da dita "casa de férias". O arquitecto constroi uma casa para si próprio no monte de caminha, no lugar da Portela. O terreno com umas vistas únicas sobre a foz do rio Minho e um desnível de cotas evidente faz com que se materialize uma casa debruçada na paisagem e quase que fundida no terreno e no lugar.

O telhado da casa acompanha o terreno, a pedra em granito reencontra a arquitectura tradicional portuguesa. O interior quase todo ele em madeira na zona dos quartos que não passam de pequenas alcovas que se abrem a um corredor de distribuição e se separam deste por meio de cortinados. Fernandez consegue estabelecer com estas alcovas uma nova maneira de habitar uma casa, uma atitude de descontracção e de conforto necessário a um programa de férias e fim de semanas.A sala divide-se em dois níveis, fazendo com isto a separação de zona de comer e zona de estar em ligação com a lareira e o terreno.

O tratamento dado ao terreno e à vegetação é nulo, a vegetação local cresce sem qualquer interferência humana criando uma comunhão ainda maior entre a casa e o terreno.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

A casa e a cidade


A RTP2 inicia no Domingo um novo programa dedicado à Arquitectura, A CASA E A CIDADE, a ser exibido às 19.00. O programa é uma ideia original de Ana Tostões e tem coordenação cientifica de Ricardo Carvalho e de Nuno Grande.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Uma casa Portuguesa...4.1




A CASA DAS MARINHAS de 1950-54 é uma obra de VIANA DE LIMA. A casa encontra-se localizada na estrada nacional 13, na localidade das Marinhas, Esposende. Actualmente pertence à Câmara Municipal de Esposende tendo já sido pertença da Universidade do Porto (doação do próprio arquitecto em testamento).

O arquitecto que era natural de Esposende decidiu construir uma casa de férias para a familia na zona. A casa marca um passo fundamental no percurso do arquitecto devido a fazer uma clara ligação entre o vernacular e o erudito. O moinho era uma pré-existência, Viana de Lima reabilitou o moinho, conferindo-lhe um aspecto contemporâneo e constroi um edifício anexo a este de linhas claramente seguidoras do movimento moderno. O uso de materiais tradicionais como a pedra de granito, em planos de parede em perpianho de granito, assim como a introdução das portadas deslizantes como se fossem planos em cores primárias fazem um original confronto entre vernacular e erudito.

A casa foi abandonada pelo autor nos anos 60 depois da morte trágica dos seus filhos adultos na mesma década. Passou a estar em adiantado estado de degradação e só depois da morte do arquitecto foi recuperada pela Universidade do Porto e posteriormente pela Câmara de Esposende.