

A CORK HOUSE, obra muito recente de 2008, do colectivo de arquitectos de seu nome AA, ARQUITECTOS ANÓNIMOS, tornou-se já uma referência na arquiitectura portuguesa contemporânea. A casa localizada em Palmeira de Faro, Esposende, num espaço onde as referências podiam ser o belo Minho ou mais actualmente um Minho descaracterizado por construções de imigrantes ou casas com colunas de granito vendidas em retalhistas com vendas de estrada.
A cork house faz o contraponto a este ambiente com o seu ar de bunker residencial. Abrigo para uma família em fim-de-semana, abrigo todo ele construído como uma caixa forte, revestido a materiais de baixo custo como a cortiça e a chapa perfurada para as portadas conseguindo obter um resultado nobre e audacioso. Em tempos de crise construir uma casa com 288 metros quadrados inovadora e para albergar uma família em tempo de lazer por um baixo custo foi a meta atingida.
A planta é simples. A audácia do colectivo de arquitectos está no uso de materiais não convencionais de baixo custo, materiais que habitualmente não vemos ao serviço da arquitectura de autor. Um óptimo trabalho de um colectivo actual que começa agora a nascer.
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